Serviço de Leitura de Sábado

Self-Realization Fellowship

CENTRO DO RIO DE JANEIRO

 

 

LEITURAS PARA SERVIÇOS
ENSINAMENTOS DE PARAMAHANSA YOGANANDA

 

O MAIS ELEVADO CONCEITO DO HOMEM SOBRE DEUS
MAN´S HIGHEST CONCEPTION OF GOD

 

Volume I/37

Rio de Janeiro 06 de outubro de 2018

 

AFIRMAÇÃO

Em minha alma está a alegria que o ego busca. De repente, percebo o favo de bem-aventurança divina na colmeia do silêncio. Romperei a colmeia de secreto silêncio e beberei o mel da interminável ventura. (Meditações Metafísicas)

 

PASSAGEM DA BÍBLIA – EVANGELHO DE SÃO MATEUS

Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos: porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de meu Pai celeste.

 (18:10)

Comentário da Bíblia por Paramahansa Yogananda

Muitas vezes, Deus é representado como um velhinho de barbas brancas, sentado num trono dourado, em algum ponto do espaço denominado céu. Supõe-se, erroneamente, que todas as boas almas que chegam à região celestial vêem Deus como esse benevolente Ancião.

O ser humano cuja consciência esteja totalmente identificada com seu corpo físico não consegue perceber a presença de Deus em toda a matéria. Entretanto, o ser humano divino que despertou a superconsciência da alma com a meditação pode, nesse estado, ver todas as diferentes formas de matéria em sua verdadeira natureza, ou seja, como vibrações oníricas da luz e da consciência divina. Uma pessoa deve ser capaz de ver o mundo inteiro como luz, em vez de matéria, antes que possa ver o Pai celeste.

A expressão “Pai celestial” significa a presença de Deus oculta pela luz astral e pela luz da sabedoria.

“Face do meu Pai” não significa que Deus tenha um corpo com um rosto; o Espírito onipresente não poderia ser limitado por uma forma humana materializada. Entretanto, assim como na presença do frio extremo o invisível oxigênio-hidrogênio pode assumir a forma sólida de um iceberg, igualmente, pelo poder materializador da vontade divina e pelo intenso apelo da alma do devoto, o Espírito invisível pode assumir qualquer forma.

As almas das crianças mortas, em virtude da partida prematura para a esfera astral, veem o Pai Celestial materializado em forma angélica. Abençoadas pelo poder divino, essas crianças reencarnam depois na Terra para resgatar seu karma e, no final, voltar para Deus. A “face do meu Pai” significa que a consciência de Deus onipresente pode refletir-se no rosto de qualquer anjo, santo ou outra forma materializada. Mas essa consciência não pode, em nenhuma circunstância, limitar-se a ponto de entrar em uma forma humana e lá ficar. Isso é impossível, pois se Deus retirasse Sua onipresença do espaço infinito, permanecendo confinado em uma forma, todos os sistemas planetários se desintegrariam.

 

PASSAGEM DO BHAGAVAD-GITA

“Os homens sem sabedoria consideram a mim, o Não-manifesto, como personificado (como um ser mortal que assume uma forma), sendo incapazes de compreender meu estado insuperável, minha natureza imutável e inefável.”

(VII-24)

Comentário do Gita por Paramahansa Yogananda

Assim como o vapor invisível pode ser congelado no iceberg, o Deus invisível e impessoal também pode ser projetado em uma forma pela devoção condensada do devoto, e adorado como personalidade. Entretanto, é tolo o devoto que limita Deus a essa forma, esquecendo Sua onipresença. Um grande mestre, Sri Ramakrishna Paramahansa, que sempre via Deus como Mãe Kali, conversando muitas vezes com ela, disse: “Tive que destruir a forma finita de minha Mãe com a espada da sabedoria, para contemplá-La como o Infinito sem forma.”

Na Índia, por exemplo, muitos devotos limitam o conceito de Deus a imagens de Krishna. À noite, põem um ídolo para dormir embaixo da toalha do altar e, ao amanhecer, entoam cânticos diante dele, colocando-o novamente de pé no altar. Todas as manhãs e todas as noites depositam comida e frutas em frente ao ídolo, fingindo alimentá-lo. Se um devoto realiza esse tipo de culto com devoção sincera, é claro que Deus recebe o espírito amoroso que há por trás da oferenda. Todavia, o devoto que personaliza demais a adoração obscurece a natureza divina, que é impessoal e a tudo permeia. Quem adora a Deus meramente como forma finita não atingirá a união divina transcendental com a natureza infinita do Espírito.

 

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A DEVOTA QUE NÃO CONSEGUIU ENCONTRAR UM ESCONDERIJO
 (Versão de Paramahansa Yogananda)

Isolado nas montanhas do Himalaia, vivia um santo prático, de nome Ramaka. Frequentemente, recebia a visita de um homem rico e mundano que, externamente, parecia ter grande devoção. O abastado homem já fora um grande pecador, que parecia ter se regenerado. Agora buscava a companhia do grande santo Ramaka, principalmente para esconder suas tendências passadas e fazer crer que estava ficando religioso.

Simulando grande devoção ao santo, esse homem hipócrita e materialista solicitou-lhe instruções espirituais. Acompanhado da esposa e de dois empregados pediu, certo dia, a iniciação espiritual.

O santo saudou-o e disse: – Antes de mais nada, quero que você e seus companheiros saibam que só aceito como discípulos os que passam nos meus testes espirituais.

O homem rico e os dois empregados responderam ao mesmo tempo: – É claro! Será um prazer fazer os testes; temos certeza de que passaremos.

A humilde esposa, porém, disse docemente: – Só serei bem-sucedida se Deus abençoar meus esforços.

O santo então foi ao quintal, onde colheu oito bananas, dando duas a cada pessoa: ao marido, à mulher e aos dois empregados. Depois, disse:

– Peço a cada um que vá sozinho ao lugar mais solitário que puder achar e coma a fruta em segredo. Depois, voltem para cá. Se desejam passar no teste, lembrem-se que não podem ser vistos por ninguém enquanto estiverem comendo as bananas, e devem estar de volta ao anoitecer.

Seguro de si, o marido foi a um aposento reservado, na casa de um amigo. Lá chegando, tirou as bananas do bolso, onde as escondera, e comeu-as apressadamente. Logo voltou para o santo, dizendo: – Venerável senhor, está feito.

Sorrindo, Ramaka comentou: – É estranho que, em tão pouco tempo, você conseguisse encontrar um lugar realmente isolado, livre de qualquer presença.

Os dois empregados, depois de longa busca, acabaram por penetrar na floresta. Entrando em duas cavernas que lá encontraram, comeram as frutas e voltaram ao santo. Ramaka, ao vê-los, disse:

– Estou assombrado por pensarem que encontraram os melhores esconderijos e que comeram as bananas sem serem secretamente observados por ninguém. Como podem ter certeza de que ninguém observava vocês?

Os empregados responderam: – Senhor, ninguém poderia dar nem uma espiadinha nas cavernas onde entramos para comer as bananas. Nem mesmo nós conseguimos ver as frutas, enquanto comíamos.

O santo sorriu enigmaticamente e comentou, com suavidade: – Mesmo assim, não se pode saber quem poderia estar observando.

Finalmente, quando a noite chegou, a humilde esposa do homem rico voltou. Estava cansada e deprimida. Colocando as duas bananas diante do santo, falou:

– Venerável sábio, sinto ter que admitir que não consegui passar no teste. Tentei, o dia inteiro, encontrar um lugar secreto – em recintos fechados, em jardins selvagens onde o homem não pisa, em vales profundos, nas florestas, em ravinas e escuras cavernas nas montanhas, e no templo secreto de minha mente. Mas não consegui encontrar nenhum esconderijo onde pudesse comer as bananas.

– Quando estava nos vastos campos, vi um Ser Silencioso que acenava nas folhas da relva. Tentei o jardim de flores silvestres, e lá vi Alguém a sorrir com os lábios das pétalas, zombando de minhas infrutíferas tentativas de achar um lugar solitário. Tentei os vales e as ravinas, e a alta e impassível garganta montanhosa de Alguém trepidou e eu soube que estava sendo observada.

– Então, desesperada, tentei as escuras cavernas das montanhas; quando, porém, comecei a comer as bananas, senti uma Presença Invisível. Pareceu-me ouvir uma risada, e Alguém dizendo: “Veja, eu sou a luz que ilumina até a mais profunda escuridão e os melancólicos cumes das montanhas.” Ignorei a Voz risonha e tentei novamente; a escuridão estremeceu, jogando um feixe de luz reveladora nas frutas que eu tinha nas mãos.

– Fechei os olhos, determinada a comer as bananas sem ligar para a luz que caía sobre elas. De repente, vi todos os meus pensamentos despertarem no escuro templo da mente, e eles me repreenderam, parecendo dizer: “Você não conseguirá comer as bananas sozinha. Todos a vemos e o Pai Supremo, que nos criou, está sempre em nós, invisível, porém muito tangível. Ele a observa, para que não se iluda pensando que pode encontrar um lugar onde Ele não viva, um recanto oculto ao Seu olhar que em tudo penetra, um esconderijo onde você possa comer as bananas em segredo.” Então desisti, e agora, Santo Senhor, aqui estou a seus pés.

Com os olhos brilhando, o santo disse:

– Sagrada Dama, só a senhora compreendeu realmente o propósito de meu teste. Com sua humildade e calma, passou na prova do modo mais honrado e admirável.

Virando-se para o orgulhoso marido e seus empregados, ordenou:

– Vejam, ela é seu guru-preceptor. Devem seguir seus ensinamentos; esta é a primeira lição que lhes dou, já que vieram a mim para isso.

* * *

TU NÃO TENS CORPO

Querido Deus, Tu não tens corpo; és Espírito. Permanecendo invisível e sem forma, podes estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

Que eu possa observar-Te trabalhando no belíssimo mundo da Natureza. Deixa-me ver-Te nas nuvens, nas árvores e nas colinas.

Tu fizeste todas as flores e todos os pássaros, animais e pessoas. Criaste os céus e a Terra. Eu Te reverencio.

(Sussurros da Eternidade)

 

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O MAIS ELEVADO CONCEITO DO HOMEM SOBRE DEUS
Paramahansa Yogananda
(Trechos do livro A Ciência da Religião)

O conceito comum que temos de Deus é o de um Ser Super-Humano, Infinito, Onipresente, Onisciente e assim por diante. Há muitas variações desta ideia geral: alguns consideram Deus Pessoal, enquanto outros O vêem como Impessoal.

Seja qual for o conceito que temos de Deus, será inútil, se não influenciar e inspirar nossa vida e conduta diária, e se não for considerado universalmente necessário. Não sentiremos nenhuma ligação entre Deus e a vida, se o conceito que temos, permitir que possamos passar sem Ele na satisfação de uma necessidade, nos relacionamentos; quando ganhamos dinheiro ou lemos um livro; quando passamos num exame, ou quando desempenhamos nossos deveres, por mais triviais ou elevados que sejam.

Deus pode ser Infinito, Onipresente, Onisciente, Pessoal e Misericordioso, mas esses conceitos não bastam para nos obrigar a tentar conhecê-Lo. Podemos muito bem passar sem Ele. Ele pode ser Infinito, Onipresente e tudo o mais, mas não temos uso prático e imediato para isso em nossa vida atarefada e agitada.

Recorremos a esses conceitos somente quando procuramos justificar, na filosofia, na poesia, na arte ou em conversas idealistas, o anseio finito por alguma coisa superior a nós; quando, com todo o nosso alardeado conhecimento, não conseguimos explicar alguns dos fenômenos mais comuns do universo; ou quando nos defrontamos com as vicissitudes do mundo. “Oramos ao Sempre-Misericordioso quando estamos em dificuldades”, como diz o ditado oriental. Em outras circunstâncias, parece que podemos passar muito bem sem Ele na vida diária.

Essas idéias estereotipadas parecem ser as válvulas de segurança de nosso pensamento reprimido. Explicam Deus, mas não nos fazem procurá-Lo; falta-lhes a força da motivação. Não estamos necessariamente buscando Deus quando O chamamos de Infinito, Onipresente, Todo-Misericordioso e Onisciente. Isso tudo satisfaz o intelecto, mas não tranquiliza a alma. Quando as idéias são respeitadas e acalentadas no coração, podem nos fazer crescer até certo ponto – podem nos tornar virtuosos e resignados. Mas não fazem com que Deus nos pertença – não são suficientemente íntimas, pois distanciam Deus das questões diárias do mundo.

Estes conceitos têm sabor exótico, quando estamos na rua, na fábrica, atrás de um balcão ou no escritório: não porque estejamos realmente mortos para Deus e para a religião, mas porque nos falta um conceito adequado – que possa ser entrelaçado no tecido da vida rotineira.

Nosso conceito de Deus deve servir como orientação diária, ou ainda melhor, para todas as horas. A própria idéia de Deus deveria instigar-nos a buscá-Lo, bem no centro de nossa vida diária. Isso é o que queremos dizer com um conceito pragmático e convincente.

Devemos tirar a religião e Deus do âmbito das crenças e trazê-los para a vida diária. Se não enfatizamos a necessidade de Deus e da religião em todos os aspectos e minutos da vida, ambos acabam por sair de nossos pensamentos mais íntimos, tornando-se um assunto lembrado apenas uma vez por semana. Para compreender a necessidade real que temos de Deus e da religião, devemos focalizar o conceito mais relevante para o objetivo principal de nossos atos de cada hora, dia a dia.

Todos querem bem-aventurança eterna

Deus é Bem-aventurança. Também existe eternamente e tem consciência de Sua venturosa existência. Quando queremos Bem-aventurança eterna, ou Deus, está implícito que também desejamos existência eterna, imortal, imutável e sempre consciente.

Suponhamos que um Ser Superior venha aqui e diga a todos os povos da Terra: “Criaturas do mundo! Eu lhes darei tristezas e sofrimentos eternos, junto com a vida eterna. Vocês aceitam isso?” Será que alguém gostaria dessa possibilidade? Ninguém. Todos querem Bem-aventurança eterna (Ananda) junto com existência eterna (Sat). Na verdade, se considerarmos o que motiva as pessoas, veremos que não existe uma só que não gostaria de ter Bem-aventurança, ou Ananda.

Da mesma forma, ninguém gosta da perspectiva de ser eliminado; a simples idéia nos faz estremecer. Todos desejam existir permanentemente (Sat). Mas, se recebêssemos vida eterna sem ter consciência disso, nós a rejeitaríamos. Pois quem haveria de abraçar uma existência adormecida? Ninguém. Queremos vida consciente. Além do mais, queremos uma existência venturosa consciente – Sat-Chit-Ananda (Existência-Consciência-Bem-aventurança). Este é o nome de Deus na Índia. Contudo, por motivos pragmáticos, enfatizamos o aspecto venturoso de Deus e nossa razão para a Bem-aventurança, deixando de lado os dois outros aspectos – Sat e Chit, isto é, existência consciente.

O que é Deus? Será que O quereríamos, se fosse algo diferente da Bem-aventurança, ou se o contato com Ele não proporcionasse Bem-aventurança, e sim apenas dores; ou ainda, se não afastasse o sofrimento? Não. Se Deus é algo inútil para nós, não O queremos. De que adianta um Deus que permanece sempre desconhecido, cuja presença não se manifesta em nós, nem mesmo em algumas circunstâncias da vida?

Independentemente do conceito de Deus que tenhamos formado pelo uso da razão (por exemplo: “Ele é transcendente” ou “Ele é imanente”), tudo continuará vago e indefinido, a não ser que realmente sintamos Deus. Na verdade, mantemos Deus a uma distância segura, concebendo-O, às vezes, como uma Personalidade e, depois, novamente teorizando que Ele está em nós. É por causa da ambiguidade mental e prática em relação a Deus que não conseguimos apreender a real necessidade que Dele temos, nem o valor pragmático da religião. Essa pálida teoria ou ideia não nos convence. Não transforma nossa vida, não influencia nossa conduta de modo considerável, nem faz com que tentemos conhecer Deus.

A consciência de bem-aventurança é a consciência de Deus

Não há a menor dúvida quanto à identidade absoluta da consciência de Bem-aventurança e de Deus, porque, quando temos a consciência de Bem-aventurança, sentimos que nossa limitada individualidade foi transformada, e que nos elevamos acima da dualidade do amor mesquinho e do ódio, do prazer e da dor, chegando a um nível no qual a dor e a inutilidade da consciência comum passam a ser gritantemente evidentes.

E também sentimos uma expansão interna e uma abrangente solidariedade para com todos os seres. Os tumultos do mundo se extinguem, a agitação desaparece, e a consciência “todos em Um e Um em todos” surge em nós. Uma gloriosa visão de luz aparece. Todas as imperfeições e arestas mergulham no nada. Somos transportados para uma outra região, onde o manancial da Bem-aventurança perene se encontra; o ponto de partida de uma continuidade infinita. Não é, então, a consciência de Bem-aventurança idêntica à consciência de Deus, na qual aparecem os estados de realização acima descritos?

É evidente, portanto, que a melhor concepção de Deus é a de Bem-aventurança, se quisermos tentar trazê-Lo para o âmbito de nossa calma experiência. Assim, Ele não será mais uma suposição a ser teorizada. Não é este um conceito mais nobre? Na meditação, Deus é percebido manifestando-Se no coração como Bem-aventurança – em forma de prece ou adoração. Se O concebemos como Bem-aventurança, então, e só então, poderemos tornar a religião universalmente necessária. Pois ninguém pode negar que deseja atingir a Bem-aventurança e, se deseja obtê-la corretamente, será religioso, aproximando-se de Deus e sentindo-O, no âmago do coração, como Bem-aventurança.

A bem-aventurança traz plenitude

Não devemos pensar que este conceito de Deus é abstrato demais e não tem nada a ver com nossas esperanças e aspirações espirituais, que pedem um Deus-Personalidade. Nem a idéia de um Ser Impessoal, como se entende comumente, nem a de um Ser Pessoal, numa concepção restrita. Deus não é uma Pessoa, como nós, em nossa limitação, somos. Nosso ser, sentimentos, consciência e vontade têm uma pálida semelhança com o Ser, a Consciência e a Bem-aventurança de Deus. Ele é uma pessoa no sentido transcendental. Nosso ser, consciência e sentimento são limitados e empíricos, enquanto Deus é ilimitado e transcendental. Possui um aspecto Impessoal e Absoluto, mas não devemos pensar que esteja além do alcance de qualquer experiência – mesmo de nossa experiência interior.

Não precisamos do conceito de um Ser Pessoal, que nada mais é do que uma ampliação de nós mesmos. Deus pode ser ou se tornar qualquer coisa – Pessoal, Impessoal, Todo-misericordioso, Onipotente, e assim por diante. Mas não somos obrigados a tomar conhecimento disso. O conceito de Deus como Bem-aventurança se encaixa perfeitamente em nossos objetivos, esperanças, aspirações e perfeição.

Também não devemos pensar que essa ideia de Deus nos transformará em idealistas sonhadores, cortando nossa conexão com os deveres, responsabilidades, alegrias e tristezas do mundo prático. Se Deus é Bem-aventurança, e se buscamos a Bem-aventurança para conhecê-Lo, não podemos negligenciar os deveres e responsabilidades mundanos. Executando-os, é possível sentir Bem-aventurança, pois ela está além disso e, portanto, não pode ser afetada. Transcendemos as alegrias e tristezas do mundo em Bem-aventurança, mas não a necessidade de realizar nossas obrigações práticas.

Deus vem quando estamos tranquilos. Na consciência de Bem-aventurança, nós O percebemos. Não deve existir nenhuma outra prova direta de Sua existência. É em Deus, como Bem-aventurança, que esperanças e aspirações espirituais encontram plenitude, e que nossa devoção e amor atingem o objetivo.

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Trechos da Bíblia: Versão de João Ferreira de Almeida
Trechos da Autobiografia de um Iogue: Tradução oficial                    Rio de Janeiro – Cópia 2004/05/08\11/14/17

 

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