Serviço de Leitura de Sábado

Self-Realization Fellowship

CENTRO DO RIO DE JANEIRO

 

 

LEITURAS PARA SERVIÇOS
ENSINAMENTOS DE PARAMAHANSA YOGANANDA

 

COMO CRIAR E DESTRUIR HÁBITOS

CREATING AND DESTROYING HABITS AT WILL

Volume I/11

14 de abril de 2018

 

AFIRMAÇÃO

Vencerei o orgulho pela humildade e o ódio pelo amor. Vencerei a agitação pela calma; o egoísmo pela generosidade; o mal pelo bem; a ignorância pela sabedoria e a inquietude pela paz da meditação em Ti.

(Sussurros da Eternidade)

 

 PASSAGEM DA BÍBLIA – EVANGELHO DE SÃO JOÃO

O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.

(3:19-21)

 

Comentário da Bíblia por Paramahansa Yogananda

Jesus estava se referindo aqui ao poder do hábito. Os homens, sob a influência dos maus hábitos, preferem os pequenos prazeres, provenientes das más ações, em vez das grandes alegrias que provêm das ações corretas. As pessoas habitualmente irrequietas ficam horrorizadas só de pensarem numa meditação tranquila. Aqueles que se acostumam a ceder à tentação do sexo e da gula tremem ao pensar no autocontrole. Acreditam, erroneamente, que sofrerão e serão infelizes se renunciarem aos maus hábitos.

As pessoas enraizadas nos maus hábitos têm medo das mudanças. Assim como a coruja se sente bem no escuro e não gosta da claridade, também as pessoas acostumadas aos maus hábitos não apreciam estilos de vida mais positivos.

O homem de maus hábitos tende a procurar más companhias. A pessoa mundana procura companheiros de índole materialista. Já os que possuem tendência para a meditação e têm hábitos pacíficos, sentem-se atraídos por seus semelhantes e procuram conhecer os grandes santos de natureza crística.

Há, no entanto, um lado positivo nos maus hábitos: eles raramente cumprem aquilo que prometem. Assim descobre-se, facilmente, que são mentirosos e enganadores contumazes. A alma jamais consegue permanecer perpetuamente atada aos hábitos negativos, pois, cedo ou tarde, o choque de ter sido iludida por eles fará com que desperte para um discernimento maior e se liberte.

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PASSAGEM DO BHAGAVAD-GITA 

Vendo o exército dos pândavas pronto para a batalha, o rei Duryodhana aproximou-se de Drona e lhe disse: “Ó Mestre, contempla este grande exército dos filhos de Pandu, posto em formação de batalha pelo filho de Drupada, teu talentoso discípulo.

(I:2-3)

Comentário do Gita por Paramahansa Yogananda

Esta passagem encerra um profundo significado esotérico. Duryodhana, rei dos Kurus, simboliza os desejos materiais, e comanda todas as más tendências dos seres humanos. Drona, seu Mestre, simboliza o Hábito do Passado. O filho de Drupada, também discípulo de Drona, representa a suave luz interna, vista na meditação. Drona ou o Hábito do Passado é o “mestre”, tanto do Rei Desejos Materiais (Duryodhana) quanto da luz interior da Percepção Intuitiva (Dhrishtadyumna, filho de Drupada).

O principiante yogue percebe que seus soldados do discernimento são comandados pelo desejo de ser bom. À medida que medita mais e reza ardentemente, pedindo ajuda interna, percebe que a certeza tranquila da intuição, isto é, o despertar da Luz Interior (um general veterano que está oculto) vai emergindo da superconsciência para comandar ativamente as forças do discernimento. O despertar da Luz Interior da percepção divina – o discípulo ou seu efeito – emana dos Bons Hábitos do Passado, simbolizados pelo aspecto positivo de Drona.

O hábito da meditação, adquirido recentemente ou em passado distante, possui o poder de fazer surgir o General Luz Interior – que comanda os exércitos do discernimento na luta contra os maus hábitos do passado, simbolizados pelo aspecto negativo de Drona.

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O MESTRE E OS DEZ DEVOTOS
Aqui, Paramahansa Yogananda faz uma interpretação espiritual
da parábola do nobre e seus dez servos. (Lucas 19:12-26).

Um mestre, que veio a este mundo para redimir muitas almas, vivia em sua ermida cercado por dez discípulos. Certo dia, ele os chamou, para comunicar a todos que iria pregar a sua mensagem a outro grupo. Tratava-se de pessoas materialistas que viviam na ilusão, muito afastadas da verdade. O Mestre declarou que voltaria para a ermida, após introduzir seus ensinamentos espirituais naquele reino distante. Instruiu os dez discípulos a seguirem rigorosamente os preceitos morais (os dez mandamentos), mantendo a consciência sempre fixa nas sagradas vibrações de paz que permeavam a ermida. Depois de inúmeras bênçãos, simbolizadas por um presente de despedida de dez libras, o mestre partiu.

Ele sabia que os discípulos enfrentariam muitas tentações durante sua ausência, pois as pessoas materialistas da cidade onde a ermida se localizava menosprezavam seus ideais. Depois da partida do Mestre, os indivíduos materialistas enviaram-lhe uma mensagem zombeteira, desejando que nunca mais voltasse.

No entanto, terminada a missão, o Mestre um dia retornou à ermida. Ao examinar o estado espiritual dos discípulos, percebeu que um deles evoluíra muito. O Mestre lhe disse:

– Você foi bom discípulo, conseguindo melhorar a si mesmo e aos outros. Pela sua lealdade à verdade e à disciplina, será o mestre das dez esferas de poderes divinos, que são decorrentes da observância dos dez mandamentos.

O Mestre percebeu também que outro discípulo não fizera nenhum progresso espiritual. Desculpando-se, o discípulo falou:

– Eu não me esqueci das disciplinas, nem da técnica de meditação que o senhor me ensinou, mas não as usei, escondendo-as dentro de mim. Tive receio de não conseguir me tornar tão austero e disciplinado quanto o senhor. Pensei que não poderia aspirar a atingir o seu elevado grau de poder espiritual. Vejo que nesse nível, mesmo sem observar a lei humana de causa e efeito ou do trabalho físico, o senhor consegue tudo pelo simples poder da vontade.

O mestre não gostou e disse:

– Vou julgá-lo por suas próprias palavras. No fundo, você sabe que foi com muita austeridade que atingi o estado que transcende as leis comuns da natureza. Sei que meus métodos de disciplina são difíceis, mas você teria alcançado grandes resultados se os tivesse seguido, conforme lhe ensinei. Até mesmo a prática mecânica faria com que se aprofundassem nas areias de sua mente subconsciente, proporcionando maior experiência espiritual a você e, consequentemente, a mim que, sendo seu mestre, sou a pessoa quem mais deseja o seu bem.

Então, o Mestre falou ao grupo ali reunido:

– Vejam, este discípulo desobediente, por tolice, não estimulou sua sede espiritual pelos meus métodos de disciplina. Assim, até a pouca espiritualidade que tinha está se desvanecendo, por força de seus crescentes maus hábitos. Por outro lado, o meu amado discípulo, que multiplicou seu poder pela prática diária do alimento espiritual, receberá agora a riqueza espiritual que eu teria dado ao discípulo relapso, por quem agora nada mais posso fazer. Digo-lhes, pois, que todo discípulo da verdade, que adquiriu hábitos espirituais com meditação profunda e com autodisciplina, atrairá para si um nível espiritual cada vez mais alto. Todavia, o discípulo irregular e negligente em suas práticas perderá a pouca espiritualidade que tinha ao começar, que definhará por falta de alimento adequado.

 

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Ó VIRTUDE! ÉS INFINITAMENTE MAIS FASCINANTE QUE O VÍCIO

Ó Espírito, ensina-nos a encarar a virtude, não com medo, mas com amor. Possamos nós compreender que a obediência ao Teu código de ética nos dará a coroa de louros da Tua graça divina.

Tu nos deste os mandamentos de honradez, para proteger a nossa felicidade. Possamos nós evitar o caminho do erro, que sempre leva ao sofrimento. Deixa-nos ver que a virtude é infinitamente mais fascinante que o vício.

Ajuda-nos a compreender que o mal, que a princípio pode parecer agradável, age, aos poucos, como veneno; e que o bem, que no princípio muitas vezes tem gosto amargo, mais tarde se torna doce como o néctar.

(Sussurros da Eternidade)

 

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COMO CRIAR E DESTRUIR OS HÁBITOS
Paramahansa Yogananda

(Trechos de uma palestra realizada no templo da
Self-Realization Fellowship em Hollywood, Califórnia, em 10 de dezembro de 1943
)

Muitos são os favores que Deus concede a Seus filhos. Às vezes, Ele satisfaz um desejo imediatamente. Quando perguntei se a chuva poderia parar por causa do Serviço Devocional de hoje, a Voz da Mãe Divina disse: “Haverá um pouco de sol”. Assim, é pela bondade do Espírito Santo que o sol brilha esta manhã.

Deus é a Mãe de todas as mães, o Pai de todos os pais, o Único Amigo por trás de todos os amigos. Se você sempre pensar Nele como o mais próximo dos que lhe são próximos, poderá testemunhar muitos milagres em sua vida. “Deus anda comigo, fala comigo e me diz que sou Seu filho”.1 E Ele também lhe falará se, “mantendo um ritmo imperturbável” na meditação, você fizer incursões decisivas ao reino divino.

O poeta Francis Thompson referiu-se a Deus como o “Caçador Celestial”. O Criador é apontado como um perseguidor do ser humano, e não como alguém que é perseguido. O homem, escondendo-se nas cavernas e nos labirintos das dúvidas, foge de Deus; mas o Divino Caçador continua aparecendo para alertá-lo. “Todas as coisas traem aquele que Me trai.” Se, por meio de seu comportamento, você se afasta de Deus, afastará o próprio amor.

Em tudo aquilo que buscamos, como o dinheiro e os prazeres dos sentidos, na realidade estamos buscando a Deus. Somos como garimpeiros que, em vez de recolherem diamantes, recolhem cacos de vidro que brilham ao sol. Ao ficar momentaneamente ofuscados pelo seu encanto, esquecemos de continuar procurando os diamantes verdadeiros, que são muito mais difíceis de achar.

Os bons hábitos são os diamantes que, apesar de mais difíceis de obter, garantirão o prazer verdadeiro e duradouro. Os maus hábitos são os simples pedaços de vidro que parecem satisfazê-lo, por serem mais fáceis de conseguir; no entanto, sendo ilusórios, terminarão por decepcioná-lo. Você logo ficará farto de tudo isso, e verá que nada mais lhe dará prazer. Consigo perceber a finalidade dos prazeres humanos, e encontrei a única alegria verdadeira e duradoura em Deus; por isso não preciso mais passar por essas experiências.

A verdadeira definição de “velhice” é o estado em que nos cansamos do mundo. Cansei-me muito cedo dos prazeres desta vida, e o mundo teria se tornado extremamente monótono para mim, se eu não tivesse procurado e encontrado a alegria de Deus. A felicidade e a prosperidade que encontro Nele são ilimitadas. Para mim, a eternidade não é suficientemente longa para explicar a alegria do coração de um devoto, quando Deus se apresenta. Não é nenhum exagero, porque a alegria divina é eterna – incessante, sempre nova e ilimitada. Todos nós, de vez em quando, temos percepções dessa alegria, reminiscências do estado de eterna felicidade.

Neste mundo, todos querem nos usar para seus próprios fins. Apenas Deus – e um verdadeiro mestre que conhece Deus – podem nos amar de verdade. O ser humano comum não sabe o que é amor. Quando alguém lhe proporciona alguma satisfação, você é levado a pensar que ama essa pessoa. Porém, na realidade, está só amando a si mesmo – o seu ego ficou envaidecido pela atenção da outra pessoa – e isso é tudo. Você continuaria “amando” essa pessoa, se ela parasse de lhe dar prazer? É muito difícil compreender o que significa amar alguém mais do que a si mesmo e é mais difícil ainda, para uma pessoa comum, praticar esse tipo de amor.

Para ilustrar, vou contar uma história real sobre um amor verdadeiro. Na Índia, vivia um marido muito dedicado, que amava profundamente a esposa. No entanto, outro homem apaixonou-se por ela. A esposa fugiu com o amante. Após certo tempo, este a abandonou, deixando-a só, sem amigos e sem dinheiro. Um dia, o marido foi visitá-la:

– Você já se cansou desta experiência? – perguntou ele. – No caso afirmativo, venha para casa comigo.

– Não poderia sequer pensar em desgraçá-lo ainda mais – respondeu ela, hesitante.

– Que me importa a opinião da sociedade? – retrucou ele. – Eu amo você. O outro homem só amava seu corpo, mas eu amo o seu verdadeiro ser, a alma que entrevejo em você. O que aconteceu não faz a menor diferença.

Esse foi um caso de amor verdadeiro. O marido não se preocupou com a própria honra, pensou apenas no bem-estar da amada.

Um dos grandes obstáculos, quando se tenta partilhar o verdadeiro amor, são os hábitos. No íntimo, todos queremos ser anjos, mas nossos hábitos nos tornam demônios. Ao acordar de manhã, temos o firme propósito de praticar o bem e, no decorrer do dia, esquecemos nossa resolução. O espírito é forte, mas a carne é fraca. “Carne” significa hábitos. O espírito e a sabedoria querem, mas os bons hábitos são fracos.

Muitos não compreendem a terrível natureza dos hábitos. Certas pessoas criam hábitos com muita rapidez. Isso é bom, quando estão criando bons hábitos. Mas é perigoso, quando executam ações que possam criar maus hábitos. Se você der um cigarro a essas pessoas, elas poderão tornar-se fumantes habituais; ou, se tomarem um gole de bebida, poderão virar alcoólatras pelo resto da vida.

Já que você desconhece o tipo de mente subconsciente que possui, e também desconhece suas tendências ocultas, é mais seguro evitar ações que possam conduzir a hábitos prejudiciais. A mente, que não possui suficiente sabedoria e discernimento, funciona como um mata-borrão, absorvendo rapidamente os maus hábitos.

São tantas as pessoas que necessitam de auxílio neste mundo! E Deus certamente as ajuda – por intermédio dos que são instrumentos dóceis do amor divino. Outro dia, deparei-me com um caso lamentável. Trata-se de alguém que, quando não bebe, é um bom homem, mas, assim que começa a beber, torna-se um monstro. Quando está sóbrio, vai a extremos na prática de boas ações, mas quando está bêbedo, espanca a mulher e atemoriza todos ao seu redor. Veio a mim para que o curasse e sei que posso curá-lo, se ele sintonizar comigo, mesmo que só um pouquinho. Mas vejam como os maus hábitos são terríveis! Quando esse homem não está sob a influência do álcool, não se observa qualquer traço de maldade nele. Nessas condições, fica tão cheio de remorso por causa do vício de beber que quer até se destruir. Mas, mesmo assim, continua bebendo! É isto que o hábito faz com as pessoas.

Se você decidir fazer algo de bom, faça-o. Não permita que nenhum obstáculo se interponha em seu caminho. Antes, porém, de tomar uma resolução, examine se ela é correta. Sempre que decido alguma coisa, não dou ouvidos a nenhuma outra sugestão. Às vezes, levo muito tempo para me decidir. Mas assim que tomo a decisão, nada mais me detém. Quando você se decide firmemente e se mantém fiel a essa forte resolução, há uma lei divina que começa a agir em seu favor.

Todos têm boas intenções; mas os hábitos, às vezes, nos fazem involuntariamente prejudicar os outros e a nós mesmos. Por isso, tome uma decisão: não se deixe dominar pelos maus hábitos!

É necessário que se diga a certas pessoas, diariamente, o que devem fazer, embora seus deveres sejam quase sempre os mesmos. Entretanto, de modo geral, as pessoas executam tarefas de rotina por uma questão de hábito. Isso é excelente para aqueles que cultivam bons hábitos, mas é desastroso para os que adotam maus hábitos. A grande maioria cultiva alguns hábitos bons e outros maus.

A ação repetida cria um circuito mental. Toda ação é executada tanto no plano mental quanto no físico, e a repetição de determinado ato, acompanhado de seu respectivo padrão de pensamento, produz sulcos no cérebro fisiológico, iguais aos sulcos de um disco de gramofone. Depois de certo tempo, sempre que se coloca a agulha da atenção nesses sulcos cerebrais, o disco toca de acordo com a gravação mental original. Cada vez que o ato se repete, os sulcos ficam mais profundos, até que a mais leve atenção passa a acionar automaticamente as ações, repetidas vezes, e sempre da mesma forma.

No entanto, com concentração e força de vontade, pode-se apagar até mesmo os sulcos profundos criados por hábitos antigos. Se, por exemplo, você tem o vício de fumar, diga a si mesmo: “O hábito de fumar está arraigado há muito tempo no meu cérebro. Eu agora coloco toda a atenção e concentração no cérebro e quero que esse hábito seja eliminado.” Transmita o comando à sua mente, repetidas vezes. A melhor hora de fazê-lo é pela manhã, quando a vontade e a atenção estão mais revigoradas. Afirme repetidamente a sua liberdade, usando todo o poder de sua força de vontade. Um dia, descobrirá de repente que não é mais vítima daquele hábito.

Conheço um homem que queria livrar-se do hábito de fumar. Fumava um cigarro atrás do outro, porém possuía grande fé na superação do hábito. Eu lhe disse:

– Depois de curá-lo, quero que volte a fumar. Você sentirá gosto de trapo e o cigarro não lhe dará mais prazer. E assim aconteceu.

Ao tentar fumar, no dia seguinte, ele ficou enjoado. Foi receptivo a meu forte pensamento, e consegui transmitir-lhe minha consciência, naquele momento. E ele ficou livre daquele hábito prejudicial.

A pessoa que trafega pelas trilhas das más tendências não encontra resistência. Contudo, assim que tenta se opor aos maus hábitos, seguindo as leis espirituais da autodisciplina, vê surgir à sua frente inúmeras tentações instintivas que aparecem para combater, e muitas vezes anular, seus nobres esforços.

Cure-se dos maus hábitos, que destroem a felicidade, cauterizando-os com os bons hábitos opostos. Se você tem o mau hábito de mentir, e por esse motivo já perdeu muitos amigos, cultive o bom hábito oposto de dizer a verdade. Naturalmente, leva tempo para formar um hábito, bom ou mau, porque a princípio é difícil uma pessoa má tornar-se boa – ou uma pessoa boa tornar-se má. Mas não esqueça: uma vez criado o hábito de ser bom, isso passará a ser natural e fácil para você. Da mesma maneira, se cultivou um mau hábito, ver-se-á muitas vezes compelido a ser mau, apesar do seu desejo de ser bom.

Não permita que a vida o engane. Cultive bons hábitos, que conduzem à verdadeira felicidade. Adote uma dieta simples, exercite o corpo e medite diariamente – chova ou faça sol. Se não puder fazer exercícios e meditar pela manhã, faça-o à noite. Ore diariamente a Deus: “Senhor, mesmo que eu morra ou que o mundo desmorone, encontrarei tempo para estar Contigo diariamente.”

Nunca se deixe abater pela vida. Saiba vencê-la! Se tiver uma vontade forte, poderá superar todas as dificuldades. Mesmo durante as provações afirme: “o perigo e eu nascemos juntos, e sou mais perigoso do que o perigo.” Esta é uma verdade da qual você deve sempre se lembrar. Coloque-a em prática, e verá que funciona. Não se comporte como um trêmulo ser mortal. Você é um filho de Deus!

1 Do hino “No jardim (In the Garden)”, de Carl Goldmark

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(Observação: esta é uma tradução não-oficial. Não foi revista nem aprovada pela Sede Central.)

Trechos da Bíblia: Versão de João Ferreira de Almeida
Trechos da Autobiografia de um Iogue: Tradução oficial                    Rio de Janeiro – Cópia 2004/05/08\11/14/17